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Solidariedade ao povo haitiano marca encontro de adolescentes e jovens em São Luís
A pintura, o esporte, a dança e o teatro foram ferramentas usadas para falar sobre Direitos Humanos a partir de um projeto da Plan que trata sobre cultura de paz e não violência
 Plan Brasil
 
 A Jovem Bianca, do projeto JCS, mostra tela em homenagem ao Haiti

No último sábado, dia 06 de fevereiro, 130 jovens e adolescentes do projeto JCS (Jovens Construtores do Saber) estiveram reunidos, no auditório da Universidade Federal do Maranhão, na cidade de São Luís, para compartilhar experiências adquiridas durante a participação em mais um dos módulos do projeto, que tratou sobre os “Direitos Humanos e Direitos da Criança e do Adolescente”.

Os participantes, representando as diversas comunidades da Plan onde o projeto acontece, apresentaram os trabalhos durante essa etapa do JCS, aliando a teoria à prática das oficinas sócio-educativas também realizadas durante o módulo. A “Voz” dos adolescentes e jovens foi ecoada por meio da pintura, do esporte, da dança e do teatro, com destaque para temas nas áreas dos direitos humanos. Algumas das encenações/dramatizações falavam de racismo, violência, discriminação, e outros tópicos importantes, que revelavam a sua preocupação com suas comunidades, seu país e o mundo como um todo.

Um dos momentos mais emocionantes do encontro foi a apresentação do quadro (pintura em tela) “Capoeira Brasil” em homenagem aos adolescentes e jovens vítimas sobreviventes dos desastres ocorridos no mês passado no Haiti. A jovem Bianca (ao lado), 17, chorou ao lembrar o sofrimento daquele povo e disse que gostaria de oferecer a eles sua tela.

“Eu e minha família ficamos chocados com a tragédia... Se eu e minha mãe pudéssemos estaríamos ajudando, em especial as crianças... é através da oportunidade que a Plan me deu em participar do JCS e de desenvolver a minha criatividade é que ofereço esse quadro às crianças e adolescentes do Haiti”, discorreu a jovem enquanto as lágrimas desciam do rosto.

Outro quadro que marcou o momento das apresentações artísticas foi o que representava as raças e a diversidade das culturas. “Queremos representar as culturas de diferentes lugares e que são fonte de desenvolvimento e conhecimento. Somente através da cultura haverá união, e esta só poderá ser alcançada com respeito e educação, não para poucos, mas para todos os seres do nosso planeta”, destacou Nayara, 14.

Vários posicionamentos e questionamentos surgiram ainda na apresentação da tela “Bandeira do Brasil e Direitos Humanos”, cuja pintura mostra uma interrogação sobre a bandeira. Os adolescentes e jovens falaram sobre os problemas do Brasil em todos os níveis. “Será que o Brasil é um país de todos?” perguntaram suscitando reflexões com relação aos direitos humanos no Brasil e no mundo, especialmente os voltados para a proteção das crianças e adolescentes.

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