As 200 garotas do Projeto de Apoio ao Futebol Feminino de Codó entram em campo novamente no próximo sábado, dia 1º de agosto, a partir das 16h, no Estádio Municipal Renê Bayma. O Torneio de Futebol Cidadania Feminina marca o final das férias das meninas do projeto, que retornam às aulas em agosto, visto que a maioria é estudante de escolas públicas municipais. O evento é uma realização da Plan, com o apoio da Liga de Futebol Amador de Codó (Lifac) e da Secretaria de Esportes, Lazer e Juventude.
As meninas, com idade entre 12 e 18 anos, têm treinado duas a três vezes por semana nestas férias, preparando-se para o novo torneio. Alguns times chegam a treinar diariamente para não fazer feio na próxima competição e, quem sabe, desbancar os consagrados times de Nova Jerusalém, Santo Antônio, São Francisco e Cajazeiras, vencedores nas competições anteriores já realizadas pelo projeto Apoio ao Futebol feminino (que tem no total 10 times).
Disposição não falta, ressalta a Promotora Comunitária da Plan responsável pelo projeto, Maria Piedade, que tem acompanhado de perto alguns treinos e visto a garra das meninas. “Penso que teremos uma competição bem mais forte e igualitária, pois as meninas estão ainda mais engajadas e confiantes na vitória. Não temos como saber o resultado, pois vai depender do desempenho e preparo de cada equipe. Então, que vença o melhor!”.
Maria Piedade observa ainda que os treinos e campeonatos são apenas parte do projeto que, muito além da técnica, busca o reconhecimento da cidadania feminina. Informa que tiveram início este mês de julho as oficinas e capacitações das meninas, que tratam sobre diversos temas ligados aos direitos e à cidadania, entre os quais auto-estima, violência doméstica, exploração sexual, DSTS, gravidez na adolescência e primeiros socorros.
A gerente da Unidade de Programas da Plan em Codó, Patrícia Barroso, chama a atenção da sociedade para o problema da violência e abuso sofridos diariamente pelas mulheres de Codó, desde a infância até a fase adulta.
“Sabemos que a cidadania se conquista desde o nascimento e independe de raça, credo, sexo ou classe social. Mas, muitas pessoas, especialmente os homens se esquecem disso e tentam sobrepujar as mulheres, atropelando os seus direitos”, assinala, lembrando que o nome “Torneio de Futebol Cidadania Feminina” vem chamar a atenção para este fato e reforçar a necessidade sempre oportuna de se promover a transformação e o desenvolvimento da sociedade.