Mais de 75 mil crianças e adolescentes participam hoje dos projetos da Plan no Brasil. Seu foco está no Nordeste - a região mais carente do país, com uma taxa de mortalidade 50% mais alta que a média nacional, renda quase 40% abaixo e taxa de analfabetismo mais de duas vezes maior.
Por ser Recife a capital econômica e política do Nordeste, pelo desamparo das comunidades de sua periferia urbana e por ser esta uma entrada para o sertão, zona em que a precariedade das condições de vida é notória, a Plan avaliou que Pernambuco seria o melhor lugar para dar início a suas atividades. A seguir, chegou também ao Maranhão que é, juntamente com Piauí e Alagoas, um dos três estados mais pobres do país. Assim, a Plan desenvolve hoje seus programas em cerca de 150 comunidades dos estados de Pernambuco e Maranhão:
Jaboatão dos Guararapes (PE)
O crescimento urbano desordenado gerou graves problemas na periferia de Recife, ligados à falta de infra-estrutura e prestação de serviços públicos, ao desemprego e à violência.
Região de São Luís (MA)
O Maranhão é um dos estados em que mais se encontram comunidades remanescentes dos quilombos, com sua idiossincrasia cultural e racial. Na região de São Luís, a Plan está presente em Itaqui-Bacanga e Cidade Olímpica, a segunda maior ocupação urbana da América Latina. Também realiza projetos em São José de Ribamar, cidade vizinha de São Luís.
Região de Codó (MA)
Falta quase tudo a Codó, Timbiras e Peritoró, região localizada a aproximadamente 300 km de São Luís. Os serviços de água, saneamento básico, saúde e educação são extremamente precários. A taxa de analfabetismo entre crianças de 7 e 14 anos é de quase 33% e o município de Codó, especificamente, ocupa uma das primeiras posições em termos de mortalidade infantil no Brasil.